Sementes

Éthel Oliveira
Brasil, 2020, 100′

Em resposta à execução de Marielle Franco, as eleições de 2018 se transformaram no maior levante político conduzido por mulheres negras que o Brasil já viu, com candidaturas em todos os estados. No Rio de Janeiro, Mônica Francisco, Rose Cipriano, Renata Souza, Jaqueline de Jesus, Tainá de Paula e Talíria Petrone se candidataram aos cargos de deputada estadual ou federal. O documentário acompanhou essas mulheres, em suas campanhas, mostrando que é possível uma nova forma de se fazer política no Brasil, transformando o luto em luta.Por que ver? Sob o impacto do assassinato de Marielle Franco, mulheres negras em várias partes do Brasil disputam as urnas nas eleições de 2018 para ocupar o Congresso Nacional e Assembléias Legislativas, com novas proposições do fazer político. O filme segue várias das candidatas ao longo da campanha, capturando momentos de intensidade e força de um coletivo a enfrentar a máquina da extrema direita que se apossou do cenário político e social brasileiro. Entre a observação discreta e o olhar poético sobre corpos e ações, “Sementes: Mulheres Pretas no Poder” é um instantâneo de esperança e luta diante de um cenário catastrófico desenhado nos últimos anos.

Distribuição de impacto: Taturana Mobilização Social
Direção:Éthel Oliveira e Júlia Mariano
Roteiro:Éthel Oliveira, Helena Dias, Júlia Mariano e Lumena Aleluia
Produção executiva: Júlia Mariano | Noix Cultura
Coordenação de produção: Helena Dias
Produção Brasília: Camilla Shinoda
Direção de fotografia: Marina Alves
Direção de arte: Julia Rocha
Som direto: Anne Santos, Irla Franco e Vitória Parente
Montagem: Mariana Penedo, edt.
Montagem adicional: Gabriela Paschoal, edt.Edição de som: Simone Alves
Trilha sonora original: Maíra Freitas
Mixagem: Daniela Pastote
Assistente de produção executiva: Júlia Araújo
Fotografia Adicional (Brasília):Carol Matias, David Alves
Som direto Adicional (Brasília):Juciele Fonseca

Direção

Éthel Oliveira

Éthel Oliveira

Documentarista, cineclubista e montadora. Estudou Ciências Sociais na UFF onde desenvolveu inúmeras pesquisas junto ao Laboratório do Filme Etnográfico com povos guaranis do Rio e de Mato Grosso do Sul. Por dez anos anos residiu em Olinda onde foi atravessada por todo universo da cultura popular pernambucana e junto de alguns grupos desenvolveu projetos em torno do comunicação popular e dos direitos humanos. Seus últimos trabalhos são Terceira Diáspora e Vinte de Novembro (2011), Arremate (2017) e a Mostra Baobá de Cinemas Africanos do Recife (2018).